n. 7 (2010)

Chegamos à 7º edição. Não foi uma tarefa fácil, mas o número por si só tem um dimensão simbólica bastante reveladora. Sete é um número que, para muitas religiões e convicções filosóficas, representa quantidade. Pois é, foi assim com esta edição: mais membros, mais artigos, mais universidades concorrendo ao processo seletivo, mais uma nova seção e uma medalha para uma bolsista de iniciação científica da casa.
Realizado o processo seletivo, os novos membros começaram a se ambientar com as tarefas e metas da Revista de Direito dos Monitores. Reuniões, projetos, discussões no grupo de e-mail, sonhos e novas e intensas amizades... O trabalho de divulgação da nova equipe começou a dar frutos. A resposta do público ao edital da 7º edição foi realmente muito boa. A quantidade e a qualidade dos artigos recebidos, especialmente, para a Seção de direito público e Teoria do Direito, foram multiplicadas exponencialmente.
Além dos da própria UFF, recebemos artigos de UniCuritiba, UFPE, Estácio, UNESP e até mesmo e-mails de além-mar questionando sobre a possibilidade de publicação: da Universidade de Lisboa. Aqui uma observação merece destaque: Recebemos um artigo de uma ex-aluna da Faculdade de Direito, que, hoje, é professora Universidade Estadual Paulista ―Júlio de Mesquita Filho‖ – UNESP, em co-autoria, com um aluno de seu grupo de pesquisa. Professora Yvete Flávio da Costa, é bom ver, ainda que por um artigo, ―a boa filha à casa torna‖.
Em razão da procura, colocamos em prática uma reivindicação bastante antiga do Professor Alexandre Veronese: criar uma seção autônoma para Teoria do direito. Realmente, ela permitirá abrir espaço para um novo público de autores e leitores. Seguem também, aqui, os nossos agradecimentos ao Professor da Casa, Marcus Fabiano, pela avaliação crítica de alguns artigos recebidos.
Não poderíamos deixar de comentar também que a criação se justifica pela consolidação do grupo de estudos em Teoria da Constituição, coordenado pelo Professor Rogério Dultra no âmbito da Faculdade. Produto desse grupo, foi o artigo sobre Tocqueville, de autoria de Ana Luiza Almeida e Silva. Bolsista de iniciação científica, a aluna recebeu uma medalha comemorativa por conta da homenagem aos 30 anos de criação da Fundação Carlos Chagas de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (FAPERJ).
Resta dizer que se, na narrativa bíblica, no sétimo dia Deus descansou; na sétima edição, o trabalho do Conselho Editorial da Revista de Direito dos Monitores está apenas no início. Nesse momento em que nossas forças hesitam ou falham ao lidar com o volume de trabalho no horizonte que se descortina, vale a pena lembrar alguns versos do poema ―A hora do cansaço de Carlos Drummond de Andrade:


As coisas que amamos,
as pessoas que amamos são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra (maior) realidade.


Enfim, é preciso dar à Revista a sua moldura azul para pensar que não acabará nunca, melhor, que durará o ―infinito variável‖ de nosso poder que continuar publicando.

CONSELHO EDITORIAL DA REVISTA DE DIREITO DOS MONITORES DA UFF

Sumário

Seção de Direito Público

Guilherme Barbosa Vieira Barbosa, Yvete Flávio da Costa
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1

Seção de Direito Privado

Eric Baracho Dore Fernandes
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31

Seção de Direito Processual

Tônia de Oliveira Barouche
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73

Seção Laboratório de Jurisprudência

Pedro Augusto de Almeida Mosqueira
100

Seção de Pesquisas, Resenhas e Demais Atividades Acadêmicas

Ana Luiza Almeida e Silva
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119

Seção Teoria do Direito

Fernando dos Santos Lopes
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142